A Mão Esquerda de Deus

18 jul

Ficha Técnica
Autor: Paul Hoffman
Título original: The Left Hand of God
Gênero: Ficção
Lançamento: 12 de abril de 2010
Editora: Suma de Letras (Objetiva)
Tradução: Fabiano Morais
ISBN: 978-85-60280-53-7

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Tagline
Seu nome é Cale. Disseram a ele que poderia destruir o mundo. Talvez ele destrua…

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Quotes
“Preste atenção. O Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover deve seu nome a uma grande mentira, pois há pouca redenção naquele lugar e ele tampouco serve de refúgio divino”.

“Lembre-se: a vingança é a melhor vingança”.

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Resumo
O Santuário dos Redentores é um lugar para onde muitos meninos, chamados de “acólitos”, são levados antes de completarem 10 anos de idade para serem treinados para a guerra que os Lordes Redentores travaram contra os “antagonistas” (aqueles que se opões ao culto do “Redentor Enforcado”. As condições às quais esses meninos são submetidos são as piores possíveis e alguns chegam a passar mais de 15 anos lá.

É nesse lugar que se encontra Thomas Cale, um garoto que tem 14 ou 15 (ninguém sabe ao certo) e cujo nome de batismo até eles mesmo já esqueceu. Todos os “prisioneiros” do Santuário são treinados para a guerra, mas a Cale era diferente: um acidente sofrido em seus primeiros anos no Santuário fez dele uma máquina de matar de criar estratégias de combate. Esse “dom” para com que ele seja o protegido/perseguido de Bosco, o Lorde das Trevas.

Ao presenciar um ato horrendo e comer um outro (horrendo aos olhos dos Redentores, heróico aos olhos de outras pessoas), Cale se ver obrigado a fugir e leva consigo seus dois “amigos” (a amizade era proibida pelos Redentores e os meninos não confiavam muito uns nos outros, mas a relação deles é o mais próximo que se podia chegar da amizade num lugar como aquele), Kleist e Henri, e Riba, a primeira menina com a qual os três tiveram contato em toda sua vida (mulheres eram odiadas pelos Redentores).

Acontecimentos que se deram enquanto os quatro tentavam fugir para o mais longe do possível do Santuário os levaram a Memphis, domínio dos Materazzi. Lá, a vida de todos mudará completamente, principalmente a de Cale que, ao final do livro, se verá numa posição conflituosa e delicada, com o destino do mundo em suas mãos.

“A Mão Esquerda de Deus” é o primeiro volume da trilogia de mesmo nome.

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Minha Opinião
O livro é um pouco violento, mas a pessoa acaba percebendo que era preciso transmitir essa violência da forma mais realista possível para se alcançar o objetivo desejado. O livro está sendo divulgado como “infanto-juvenil”, para surpresa do próprio autor que diz não tê-lo escrito visando especificamente essa faixa etária. Eu entendo a surpresa dele: não é mesmo um livro direcionado para o público infanto-juvenil. Não que esse público não vá gostar do livro – não, muito pelo contrário, eu tenho certeza que vai adorar – mas há algumas mensagens que o livro passa que eu acredito exigirem alguma maturidade para serem corretamente entendidas. O livro critica o fanatismo religioso, os regimes autoritários e os extremos a que estes levam. A crítica não é tão sutil, mas é preciso discernimento para entender que a crítica não se dirige a uma religião ou a um regime específico, mas a todos simultaneamente.

Uma das coisas que eu achei mais interessante no livro foi a atemporalidade: em nenhum momento o autor situa historicamente aos fatos narrados, de modo que ela pode nos fazer lembrar de tempos passados ou, dadas as devidas proporções, ser transportada para os dias atuais. A história é bem narrada e traz os detalhes necessários sem se tornar cansativa. É um livro muito bom, fácil e agradável de ler.

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Trecho | Site Oficial | Twitter

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3 Respostas to “A Mão Esquerda de Deus”

  1. Caroline 18/07/2010 às 23:14 #

    Hummmm a história não faz mto meu tipo e eu não li não. Mas, confesso q pela sua opinião, dizendo o q o autor questiona, axei q são pontos bem interessantes e realmente não me pareceu NADA infanto-juvenil… enfim, se algum dia parar na minha mão eu leio, senão confio na sua opinião 😛

  2. Jaine 18/07/2010 às 23:37 #

    Quero ler, e agora? Que fazer?
    me da um de presente, pronto, resolvido 😀
    Adorei.

  3. gilberto 25/09/2010 às 11:58 #

    O livro e muito bom comcorda em dizer q o publico ñ deveria ser infanto-juvenil mas é uma otima leitura

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