A Princesa Leal

26 jul

Ficha Técnica
Autora: Philippa Gregory
Título original: The Constant Princess
Série: Tudor
Volume: 1 (ordem cronológica) / 4 (ordem de publicação)
Gênero: Romance / Drama / História
Ano: 2007
Editora: Record
Tradução: Ana Luiza Dantas Borges
ISBN: 978-85-01-07742-4

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Tagline
Seu destino já estava traçado: tornar-se rainha da Inglaterra.

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Sobre a série
A série “Tudor” da autora inglesa Philippa Gregory é composta por seis livros (até agora, apenas cinco foram lançados no Brasil)  e conta a história das rainhas e princesas da Dinastia Tudor da Inglaterra, bem como algumas outras mulheres que se envolveram com os reis e príncipes de tal dinastia. São romances históricos baseados em fatos reais, mas não são necessariamente verídicos. A autora desenvolve os romances a partir de fatos históricos, misturando realidade e ficção.

Uma vez que os livros foram lançados em ordem aleatória, a ordem de leitura não influencia em nada (embora eu recomende a leitura em ordem cronológica, especialmente para aqueles que gostam de história) e haverá fatos abordados em mais de um livro (em um de maneira explícita de detalhada e em outro muito superficial, apenas para que não falte dados à história que está sendo contada).

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Resumo
A Princesa Leal, primeiro livro da série em ordem cronológica, conta a história de Catarina de Aragão em quatro partes: Princesa de Gales; Princesa à Espera; Novamente Princesa; e Cataria, Rainha da Inglaterra. O livro mostra que a Catarina de Aragão foi muito mais do que a esposa que Henrique VIII abandonou para casar-se com Ana Bolena, como ficou popularmente conhecida com o passar dos séculos.

Princesa de Gales
A primeira parte do livro mostra um pouco da infância de Catarina no palácio de Alhambra, quando ainda se chamava Catalina, Infanta de Espanha. A criança, que havia sido prometida em casamento ao Príncipe de Gales (Arthur), cresceu acompanhando seus pais, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, nos campos de batalha enquanto era educada para ser a Rainha da Inglaterra.

À primeira vista, ela gosta de Arthur, mas depois passa a não gostar dele, especialmente depois da noite de núpcias. Arthur tampouco gostava de Catalina e sua raiva e seu descaso iniciais colocarão a vida da então Princesa de Gales em perigo quando os dois deixam a corte em Londres e vão morar no País de Gales para que Arthur “aprenda a ser rei”. Ao ver Catalina quase morrendo, Arthur se arrepende e faz de tudo para salvá-la . O medo de perdê-la faz com que ele se apaixone por ela e ao ver a mudança dele, ela também se apaixona.

Os dois vivem um belo romance praticamente às escondidas, uma vez que a avó de Arthur (Lady Elizabeth Beaufort, uma mulher que havia usando todos os meios possíveis para garantir que Henrique, seu filho, ocupasse o trono inglês) havia determinado que os dois passassem apenas uma noite juntos por semana. Mais do que amantes, os dois eram “companheiros” e passavam boa parte do dia fazendo planos de como transformariam a Inglaterra quando Arthur virasse rei. Pouco tempo depois, Arthur adoece, vindo a falecer. Em seu leito de morte, entretanto, ele ordena a Catalina que que alegue que o casamento não fora consumado e que se case com Harry, irmão mais novo de Arthur que, com sua morte, se tornaria o herdeiro do trono.

Princesa à Espera
Catalina espera até saber se está ou não grávida e ao perceber que não esperava filho algum, faz o que Arthur lhe ordenou. Henrique VII, Rei da Inglaterra, então viúvo, decide casar-se com a viúva de seu primogênito. Ao saber que seus filhos não teriam precedência sobre os filhos de Harry na sucessão real, ela se recusa e diz a seus embaixadores que quer se casar com o Príncipe Harry e não com o pai dele.

A licença papal é concedida (uma vez que não era permitido que um homem casasse com a esposa de seu irmão), mas Henrique VII, com raiva da Princesa Dawger (como ficam conhecidas as viúvas da família real), faz de tudo para adiar o casamento, inclusive dando a Harry o direito de casar-se com outra esposa.

Novamente Princesa
Com a morte Henrique VII, Harry assume o trono, tornado-se Henrique VIII, o rei mais famoso da dinastia Tudor. Uma vez que sempre fora apaixonado por Calatina, decide casar-se com ela apesar da liberação que seu pai lhe havia dado e Calatina passa a ser novamente a Princesa de Gales.

Catarina, Rainha da Inglaterra
Com o casamento e a coroação, Catalina passa a ser rainha e decide abdicar de seu nome espanhol e escolhe um nome inglês, Katherine, tornando-se então “Catarina (de Aragão), Rainha de Inglaterra”, como ficou conhecida historicamente.

Apesar de seu grande amor ter sido Arthur, ela passa a amar Henrique também e os dois vivem uma história bonita por um bom tempo. Apesar das várias amantes, Henrique sempre voltava para sua esposa. Com o passar dos anos, passou a procurar menos como sua esposa, mas ainda buscava seus conselhos. Catarina faz de tudo para concretizar os planos que havia feito com Arthur para construir uma nova Ingalterra. A incapacidade de gerar filhos homens, entretanto, faz com que Henrique se irrite cada vez mais e se afaste dela em busca de uma mulher que possa lhe gerar um herdeiro homem. A única criança do casal que sobrevive é a Princesa Maria. O Príncipe Henrique, tão festejado ao nascer, morre antes de completar dois meses.

Tendo sido criada a vida inteira para ser Rainha da Inglaterra e sendo amada e respeitada pelo povo inglês que não aceitava facilmente a idéia de que o rei a trocasse por Ana Bolena, Catarina luta por seu título até que seus últimos recursos se exauram, se recusando a abrir espaço para que  a nova escolhida de Henrique VIII ocupasse um trono que era seu num país que havia aprendido amar e adotado como seu.

O título do livro faz referência justamente à lealdade de Catarina ao país que passara a ser seu através do casamento.

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Minha Opinião
Eu gosto muito de história e sempre gostei da história da Dinastia Tudor da Inglaterra, o que me fez querer ler os livros da série Tudor assim que soube da existência deles. Como os livros não foram publicados em ordem cronológica, tive que espera um pouco até que A Princesa Leal fosse lançado e, honestamente, a espera valeu muito a pena.

O livro é EXCELENTE. O romance foi incrivelmente bem escrito e os detalhes históricos são tão precisos quanto  necessário. É como se valesse o ditado do “aumenta, mas não inventa”. Nenhum fato histórico é alterado, assim como também não são alteradas as circunstâncias que levam os personagens a cada passagem histórica retratada no livro. A ficção fica por conta dos sentimentos e dos diálogos dos personagens.

É o tipo de narrativa que faz você torcer pelos personagens, se irritar com eles, gostar deles – se envolver com a história ao invés de simplesmente observá-la. O único problema é que quem sabe um pouco de História Geral e lembra das Revoltas Protestantes e da criação da Igreja Anglicana já sabe uma parte do que acontece no livro. Entretanto, por experiência própria, posso garantir que isso não torna a história menos interessante ou agradável: apesar de já saber o que aconteceria, fiz tudo isso que acabei de falar – torci, me “irritei”, gostei dos personagens.

Não sou muito adepta da idéia de dizer que uma pessoa “tem que ler” determinado livro, mas, nesse caso, abro uma exceção e digo que qualquer pessoa que goste de história e de romance deve ler não somente A Princesa Leal, mas a série inteira.

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Site oficial da autora

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